...e do vovô e das titias...
Os melhores lugares do mundo, mas a gente engorda tanto...
E são tantos mimos, e tantos abraços balançados, tanto amor.
Minha família tem o sentido pleno da palavra, são parte essencial da minha vida.
Amo mais maior que o mundo.
=*
quinta-feira, outubro 14, 2010
A casa da vovó...
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As três partes de mim
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8:54 PM
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sexta-feira, outubro 01, 2010
O silêncio...
Andei quieta por esses dias, mas tive um motivo para isso: estava estudando pra prova do mestrado.
Não tenho muito o que dizer hoje, estou demasiadamente cansada depois de 4 horas fazendo uma prova, só quero compartilhar o poema da prova. Era pra fazer uma análise crítica dele, de acordo com meus conhecimentos de Teoria e Crítica Literária. Esse aí, ó:
De toda uma crosta viscosa,
resto de janta abaianada,
que fica na lâmina e cega
seu gosto da cicatriz clara.
Não tenho muito o que dizer hoje, estou demasiadamente cansada depois de 4 horas fazendo uma prova, só quero compartilhar o poema da prova. Era pra fazer uma análise crítica dele, de acordo com meus conhecimentos de Teoria e Crítica Literária. Esse aí, ó:
Graciliano Ramos - João Cabral de Melo Neto
Falo somente com o que falo:
com as mesmas vinte palavras
girando ao redor do sol
que as limpa do que não é faca:
com as mesmas vinte palavras
girando ao redor do sol
que as limpa do que não é faca:
De toda uma crosta viscosa,
resto de janta abaianada,
que fica na lâmina e cega
seu gosto da cicatriz clara.
Falo somente do que falo:
do seco e de suas paisagens,
Nordestes, debaixo de um sol
ali do mais quente vinagre:
do seco e de suas paisagens,
Nordestes, debaixo de um sol
ali do mais quente vinagre:
Que reduz tudo ao espinhaço,
cresta o simplesmente folhagem,
folha prolixa, folharada,
onde possa esconder-se na fraude.
cresta o simplesmente folhagem,
folha prolixa, folharada,
onde possa esconder-se na fraude.
Falo somente por quem falo:
por quem existe nesses climas
condicionados pelo sol,
pelo gavião e outras rapinas:
por quem existe nesses climas
condicionados pelo sol,
pelo gavião e outras rapinas:
E onde estão os solos inertes
de tantas condições caatinga
em que só cabe cultivar
o que é sinônimo da míngua.
de tantas condições caatinga
em que só cabe cultivar
o que é sinônimo da míngua.
Falo somente para quem falo:
quem padece sono de morto
e precisa um despertador
acre, como o sol sobre o olho:
quem padece sono de morto
e precisa um despertador
acre, como o sol sobre o olho:
Que é quando o sol é estridente,
a contrapelo, imperioso,
e bate nas pálpebras como
se bate numa porta a socos.
a contrapelo, imperioso,
e bate nas pálpebras como
se bate numa porta a socos.
Depois eu falo sobre o poema, hoje eu cansei mesmo....
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As três partes de mim
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7:27 PM
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quinta-feira, setembro 23, 2010
Outra vez a Literatura...
Nunca me cansarei dela.
Mas hoje não vou usar as minhas palavras. Vou colocar aqui as categorias estabelecidas por Ezra Pound, no ABC da Literatura, que não se aplicam só a esta, mas a qualquer expressão artística. São fundamentais para quem lê. Ei-las:
1. Inventores
Homens que descobriram um novo processo ou cuja obra nos dá o primeiro exemplo conhecido de um processo.
2. Mestres
Homens que combinaram um certo número de tais processos e que os usaram tão bem ou melhor que os inventores.
3. Diluidores
Homens que vieram depois das duas primeiras espécies de escritor e não foram capazes de realizar tão bem o trabalho.
4. Bons escritores sem qualidades salientes
Homens que tiveram a sorte de nascer numa época em que a literatura de seu país está em boa ordem ou em que algum ramo particular da arte de escrever é "saudável". Por exemplo, homens que escreveram sonetos no tempo de Dante, homens que escreveram poemas curtos no tempo de Shakespeare ou algumas décadas a seguir, ou que escreveram romances e contos, na França, depois que Flaubert lhes mostrou como fazê-lo.
5. Beletristas
Homens que realmente não inventaram nada, mas que se especializaram em uma parte particular da arte de escrever, e que não podem ser considerados "grandes homens" ou autores que tentaram dar uma representação completa da vida ou da sua época.
6. Lançadores de modas
Sem maiores comentários.
Enquanto o leitor não conhecer as duas primeiras categorias, será incapaz de "distinguir as árvores da floresta". Ele pode saber de que "gosta". Ele pode ser um "verdadeiro amador de livros", com uma grande biblioteca de volumes magnificamente impressos, nas mais caras e vistosas encadernações, mas nunca será capaz de ordenar o seu conhecimento ou de apreciar o valor de um livro em relação a outros, e se sentirá ainda mais confuso e menos capaz de formular um juízo sobre um livro cujo autor está "rompendo com as convenções" do que sobre um livro de oitenta ou cem anos atrás (p.43).
POUND, Ezra. ABC da Literatura. Tradução: Augusto de Campos e José Paulo Paes. São Paulo: Cultrix, 1973.
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As três partes de mim
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8:10 PM
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segunda-feira, setembro 20, 2010
Eu por Sara Holz
Sara é uma grande amiga, do blog Bruxices Tolas. Amiga mãe. A gente morou na mesma casa, dividiu a vida bem divididinha, passamos por crises e por inúmeros momentos felizes. Brigamos, fizemos as pazes, nos abraçamos, choramos (eu chorei, né, porque a Sara não é muito disso).
Ela costuma escrever poemas sobre os amigos, e um dia ela escreveu um sobre mim, para mim.
Vou transcrevê-lo aqui:
Narciso
Defeitos. Virtudes.
Faltas. Acertos.
Carências. Carinhos.
Falhas. Qualidades.
Ira. Sensibilidade.
Luxúria. Candura.
Gula. Controle.
Cobiça. Despretensão.
Soberba. Doçura.
Dedicação. Confiança...
Tudo num mesmo,
um mesmo eu.
Paradoxo humano
confusa existência.
Altos e baixos
revezamento sutil,
acontecências diárias.
Amado amigo eu.
Melhor companheiro,
fiel confidente
amparo incondicional
meu amado Eu.
12 de Novembro de 2003
Tirem suas próprias conclusões, só tenho a dizer que ela me conhece bem...
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As três partes de mim
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10:26 PM
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quarta-feira, setembro 15, 2010
O que é a literatura?
O título do post é título de vários livros de teoria e crítica literária, de diversos autores.
Mas, eu como leiga, não venho aqui tentar dizer uma fórmula universal para explicar o que é literatura, até porque essa fórmula universal não existe, sendo que a literatura se trata de algo que pode ter diversas interpretações. Isso não só na literatura, na arte em geral: é difícil definir.
Mas não vou ficar aqui escrevendo as coisas que eu escrevo nos artigos científicos, né?!
Mas os textos que eu leio pra escrever esses artigos me levaram a uma conclusão a respeito da literatura, não de modo geral, mais especificamente a respeito da poesia.
Depois de muito estudo sobre teoria da poesia, estudo mais aprofundado sobre autores, poemas, obras, cheguei a conclusão (nada nova) de que a literatura não pode ser constituída apenas de palavras jogadas no papel. Ela deve ser elaborada. Não complicada, elaborada. Vejo que alguns poemas são uma verdadeira afronta à capacidade intelectual das pessoas, pieguismo absoluto. A poesia, como toda a arte, tem sim de ter o sentimento, o intrínseco, mas falar de sentimentos nem sempre é poesia.
Falo da poesia enquanto literatura, não da poesia da vida, que isso será tema pra um outro post. A poesia enquanto literatura traz em suas palavras muitas coisas além do que as simples palavras podem dizer, e essas coisas podem ser decifradas somente a partir dessas simples palavras. O poeta deve ter conhecimento. Não conhecimento profundo sobre todas as coisas da vida, mas conhecimento sobre o sentimento, sobre a realidade, e principalmente conhecimento no uso das palavras. Usar as palavras certas no lugar certo e combinadas com outras palavras certas é a chave para a poesia.
Acho que eu não disse nada do que eu realmente queria dizer, nem quero escrever posts muito longos. Então, só me resta dizer que eu voltarei a tocar no assunto.
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As três partes de mim
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11:36 PM
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