quarta-feira, setembro 01, 2010

O Drama do Desemprego.

Dia 6 do mês de Agosto do ano de 2010 (ata), passei por uma das piores experiências da vida: perdi meu emprego. Tá... não é tão trágico assim. Emprego tem aos montes por aí. Mas a questão é que eu amava o meu antigo trabalho, chego a chorar quando entro na biblioteca de novo. Esses trabalhos por contrato são um problema. Dois anos, nem um dia a mais, pra não gerar vínculo empregatício.
Mas o pior de tudo mesmo é ficar em casa, entregue aos afazeres domésticos. Já tenho calos causados pela vassoura nas mãos. Aí o lado "ensaboa, mulata, ensaboa"... lavar louça, roupa, limpar casa, limpar cocô de cachorro... 
E tem os meus por fora (uns freela). Mas quando a gente trabalha em casa povo pensa que não estamos fazendo nada, né? Eu sento na frente do computador, me concentro, começo o trabalho, hora que pego o embalo alguém me chama: "Faz um favorzinho pra mim?" Aham, não tô fazendo nada mesmo... (ah tá!)

Aí eu me pego a pensar: trabalhar fora é tão cansativo, a gente reza (mesmo os que não creem) por um diazinho só de folga pra colocar as idéias no lugar, mas quando vem o desemprego (desespero) é que a gente dá valor aos dias corridos, à falta de tempo pra nada, deixar de almoçar pra dormir um pouquinho...

Quero minha vida frenética de volta, porque trabalhar é mais do que ganhar dinheiro!

Um comentário:

Bruxices tolas disse...

Por que ainda não inventamos um jeito de trabalhar em casa de forma profissional, para que não recaia sobre nós o peso de outras funções durante nosso trabalho? Afinal, somente o local do serviço é doméstico, e não é por isso que nossos préstimos são menos especializados do que se fossem relizados em um belíssimo escritório ou caríssimo colégio.